Lisboa: Baixa Pombalina e Alfama

bandeira-de-portugal

Nós estávamos casados há apenas 2 meses quando a empresa que o Rodrigo trabalhava o mandou para Portugal, em junho de 2007. Então em Julho fui para lá me encontrar com ele. Muitas das viagens que eu fiz foi nesse esquema de encontrar o marido que já estava no destino antes de mim. Foram 12 dias de viagem no total, passando por várias cidades de Portugal e ainda rendeu uma esticadinha até a Espanha.

Lembro que cheguei ao aeroporto de Cumbica atrasadíssima, tipo, na hora do embarque praticamente. Estava tremendo de nervosa e encontrei o jogador de futebol Cicinho (nem sei se ele joga bola ainda)fazendo check in também. A doida ainda quis tirar uma foto com ele.

Eu e o Cicinho

Eu e o Cicinho

Depois de fazer escala em Madrid, cheguei em Lisboa pra encontrar o marido. Quanta saudade que eu estava. Ele ia pegar esses dias de férias pra gente passear, e depois voltar para o Brasil comigo.

Quero começar dizendo que nunca tive curiosidade em conhecer Portugal, não pensava no país como Europa sabe, não sei se pela nossa história de colonização, mas achava que o país não teria nada de interessante. Quanta ignorância da minha parte, o que não faltam lá são coisas interessantes pra ver e fazer. Um dos países mais lindos que eu já visitei. Ainda bem que o destino se encarregou de me levar.

Nós começamos por um lugar que parece  ser a porta de entrada de Lisboa, a Praça do Comércio, ou melhor, Terreiro do Paço, como os Lisboetas a chamam. Uma Praça gigante, uma das maiores da Europa, com lojinhas, cafés e restaurantes em toda a volta. No centro tem uma estátua de D. José I em seu cavalo, olhando para o rio Tejo. O local realmente era uma entrada nobre de Lisboa, com escadas de mármore para a nobreza descer dos navios. Um monumento que acompanha toda a beleza da Praça é o Arco da Rua Augusta, símbolo do renascimento de Lisboa depois do terremoto de 1755. Passando pelo Arco, você entra na Rua Augusta, região da Baixa Lisboeta, ou Baixa Pombalina (homenagem ao Marquês de Pombal, responsável pela reconstrução da região). Essa rua, fechada para carros, é cheia de restaurantes, cafés e lojas, é bem movimentada por turistas, artistas de rua e vendedores ambulantes.

Praça do Comércio

Praça do Comércio/Terreiro do Paço

viagem a portugal (11)

Terreiro do Paço com o Arco da Rua Augusta ao fundo

viagem a portugal (13)

Estátua de D. José I, Rei de Portugal no ano do terremoto

viagem a portugal (14)

Vista da Praça com a Estátua e o Arco ao fundo

viagem a portugal (15)

Arco do Triunfo estava sendo restaurado quando fomos

viagem a portugal (8)

Rua Augusta

Pernas pra que te quero, a gente anda pra caramba por lá. Fomos caminhando até Alfama, bairro mais tradicional e antigo de Lisboa. A região é cheia de ruelas, escadinhas, becos, um labirinto de casinhas coloridas, varais e sacadas. Ruas estreitas onde os carros chegam com dificuldades e em alguns pontos nem chegam. É o bairro onde possui o maior número de casas de Fado, ritmo tradicional português.

Alfama tem um miradouro (mirante) lindo e é onde fica o famoso Castelo de São Jorge. O Bairro saiu praticamente ileso do terremoto de 1755 que destruiu boa parte da cidade.

Subindo a pé pela ladeira em direção ao Castelo, passamos pela Catedral da Sé, erguida em 1150, a primeira igreja da cidade. Nessa Catedral ficam algumas relíquias como a pia onde foi batizado Santo Antônio, o santo casamenteiro, padroeiro de Lisboa e a arca dos restos mortais de São Vicente.

Catedral da Sé

Catedral da Sé

viagem a portugal (18)

Comércio de Alfama, nome sugestivo (rs)

Continuando a subida pelas ruelas de Alfama, chegamos ao Largo das Portas do Sol, que proporciona uma vista aérea do bairro e do Rio Tejo.

Miradouro

Largo das Portas do Sol, com vista para Alfama e o Rio Tejo

viagem a portugal (21)

Eu no miradouro

Romance no miradouro

Romance no miradouro

Continuando nossa subida, chegamos ao Castelo de São Jorge, o ponto mais alto de Lisboa. Sabe aqueles acontecimentos históricos importantes que já ouvimos falar? Pois o Castelo de São Jorge testemunhou vários deles. Desde a presença de gregos, fenícios, romanos, visigodos, mouros, o período áureo do império português, a integração das colônias espanhola e portuguesa e as guerras napoleônicas. Viu só?! Falei que era importante. Passamos um bom tempo da nossa tarde lá, tirando fotos, esticando as pernas (depois dessa caminhada toda), descansando com vistas incríveis.

viagem a portugal (27)

Entrada do Castelo

viagem a portugal (26)

São Jorge

viagem a portugal (28)

Olha a Praça do Comércio lá embaixo

viagem a portugal (30)

Descansando

viagem a portugal (32)

Vista linda da Alfama, Rio Tejo e Ponte 25 de abril

viagem a portugal (33)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (34)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (35)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (37)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (38)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (39)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (41)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (42)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (43)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (44)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (45)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (47)

Castelo de São Jorge

viagem a portugal (48)

Castelo de São Jorge

Descendo do Castelo de São Jorge a pé, passamos pela Casa dos Bicos, na alfama ainda. O edifício foi construído em 1523 por Brás de Albuquerque (filho do vice-rei da Índia), após uma viagem a Ferrara (Itália) em que ele se apaixonou pelo Palácio dos Diamantes. A fachada é revestida com 1.125 pedras em forma de bico. Uma reconstrução em 1983 devolveu-lhe os dois andares superiores desaparecidos no terremoto de 1755. Mas só em 2012 foi finalmente reaberta ao público, agora como sede da fundação Saramago. Quando eu fui em 2007 estava desativada. No “blog de viagem”, mostra a fundação por dentro com detalhes, pena que quando fui não existia ainda. Fiquei com vontade.

Casa dos Bicos

Casa dos Bicos

Nossa que canseira. Depois dessa andança toda, fomos para o Hotel e só saímos a noite para comer no Campo Pequeno, mas conto em outro post pra vocês.

Estão gostando da capital portuguesa? Muito gira né?? (bonita)

Anúncios

3 comentários sobre “Lisboa: Baixa Pombalina e Alfama

  1. Ana Carolina Moura disse:

    Oi!
    Estamos passando para agradecer pela citação do nosso post sobre a Fundação José Saramago e nosso blog.
    Adoramos ver nosso blog ajudando e compartilhando informações por aí!
    E estamos torcendo para que você possa voltar à Lisboa e conhecer a Fundação.
    Bjos!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s